Fenacor divulga vídeos do 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros

A Fenacor produziu três curtos vídeos com os melhores momentos do 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado pela Federação entre os dias 10 e 12 de outubro, no resort Costa da Sauípe (Bahia).

As gravações – uma para cada dia do evento – têm, no total, pouco menos de 4 minutos.

Os vídeos mostram belas imagens do local do encontro; momentos de destaque do Congresso, que contou com as participações de mais de 3,6 mil profissionais, incluindo corretores de seguros de todo o País, lideranças políticas e do mercado, autoridades governamentais e dirigentes de órgãos reguladores; e a movimentação na 20ª Exposeg, que reuniu as principais seguradoras e prestadores de serviços do setor.

Veja os vídeos nestes links:

1º dia – https://youtu.be/q6bSiw2Mu48

2º dia – https://youtu.be/NYFTz2oMrEs

3º dia – https://youtu.be/JPD1NmTsKHc

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Corretor que trabalha com Associação de Proteção Veicular será punido

Durante o painel que discutia o mercado marginal no 21º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros, que ocorreu no dia 12/10,  Luiz Gutierrez, presidente da MAPFRE e vice-presidente da Fenseg, afirmou que a autorregulação será uma ferramenta importante para punir os corretores de seguros que comercializam os produtos de associações de proteção veicular. O executivo disse ser preciso punir esses corretores e deixá-los fora do mercado regulado.

Roberto Santos, presidente da Porto Seguro, afirmou que é hora de pegar pesado neste assunto contra as associações de proteção veicular (APV). “Na Porto Seguro, se comprovamos que o corretor comercializa APV nós cortamos”, afirmou. E completou: “está na hora de pegarmos pesado com isso”.

Participando do painel, Murilo Riedel  comunicou que o procedimento é o mesmo na HDI. “Cortamos corretor e, também, fornecedores que prestam serviço pra APVs”, alertou.

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Em pauta: os momentos virtuosos que aguardam o mercado de seguros e o combate à proteção marginal

Presidente da CNseg participa do painel “Os caminhos para a retomada do crescimento e a reforma da Previdência”, no 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros.

Conceitos como desburocratização, desregulamentação, enxugamento e eficiência do Estado são mantras que, se materializados, poderão colocar o mercado segurador no protagonismo da recuperação econômica.

A mensagem acima foi transmitida pelo presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, em  prognóstico apresentado na sexta, 11/10, no painel “Os caminhos para a retomada do crescimento e a reforma da Previdência”, do 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado na Bahia.

Ele lembrou que o novo ciclo de investimentos em infraestrutura no Brasil, a democratização do sistema financeiro, as novas fronteiras tecnológicas e um novo ambiente de negócios em linha com os padrões de economias maduras criam as precondições para alavancar o desenvolvimento e, em consequência, novos negócios para o mercado segurador.

Coriolano destacou o fato de a equipe econômica, em vez de apostar em uma “bala de prata”, como já ocorreu no passado, vem adotando medidas que historicamente o País precisava. Como exemplos, citou o ajuste fiscal e “a manutenção obsessiva dos fundamentos econômicos, ancorados em boas políticas fiscal, monetária e cambial, entre as ações do cordão sanitário criado que reúne as melhores práticas”.

O presidente da CNseg fez questão de lembrar um assunto no mercado que não está restrito e nem ficará restrito à Susep, mas que permeará todo o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, que é o mercado marginal oferecendo proteção. “A questão é muito grave. Não se trata de concorrência e de que é preciso que o nosso mercado formal de seguros se ajuste a preços. Essa concorrência não está se fazendo com base em cálculos técnicos, nem de margens nem de carregamentos, mas está se fazendo pela ausência absoluta de recolhimento de impostos aos cofres públicos, entre outras práticas danosas”, assinalou. Concluindo esse ponto, pediu que a Susep coordene, no Executivo, os instrumentos de combate ao mercado marginal.

Em sua fala, Marcio Coriolano elogiou o papel relevante do corretor de seguros e deixou claro que sem esses profissionais – ao lado da adesão voluntária da sociedade brasileira aos diversos planos de seguros – não seria possível ao mercado manter sua resiliência durante os piores anos da crise ou do baixo crescimento, alcançando taxas sempre melhores que a do PIB e atingido os R$ 1,3 trilhão em poupança nacional.

O painel contou também com a participação da superintendente da SUSEP, Solange Vieira. Ela ressaltou que, independentemente de gostarmos ou não, o mundo está mudando muito rapidamente e nós precisamos também mudar nessa direção, utilizando a tecnologia como aliada. “No futuro, não existirá mais setor de vendas se o produto não estiver no celular e precisamos estar preparados para esse novo processo produtivo que se coloca”, afirmou. E para acelerar esse processo, disse que a apólice eletrônica e os seguros temporários e intermitentes serão importantes aliados.

Identificando o Estado como o maior segurador do Brasil, visto ser o fornecedor do seguro saúde (por meio do SUS), do seguro desemprego, do seguro de acidente de trabalho e de previdência, entre outros, afirmou que está na hora de se começar a incentivar o setor privado a suprir esses seguros. “O governo só deve estar onde o setor privado não consegue estar ou onde precisa estar por questões sociais”.

A superintendente da Susep identifica espaço para que a penetração do seguro chegue a dobrar em nosso País. E, para justificar, lembrou que, apesar de o PIB per capita brasileiro ser seis vezes menor que o dos Estados Unidos, o prêmio per capita é 12 vezes menor, e um trabalho de educação securitária junto à população poderia muito contribuir para esse crescimento.

O secretário Especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que, este ano, o Brasil alcançará um déficit em seu sistema previdenciário beirando R$ 300 bilhões e que há um nexo causal entre a reforma da Previdência e o crescimento econômico. E “quando há crescimento econômico, há crescimento de empregos, de renda e de negócios e o negócio do seguro se integra perfeitamente neste ambiente”, disse.

O secretário Especial apresentou uma série de ações, além da reforma da Previdência, visando reduzir esse déficit e, assim, trazer benefícios à população e, sobretudo, aos mais pobres.

No debate, o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, afirmou que a reforma da Previdência propiciará a diminuição da dívida pública e a retomada dos investimentos estrangeiros, destravando o crescimento do País. Entretanto, ele acredita que um dos maiores benefícios dessa discussão seja fazer a população entender que o Governo não opera milagres, como a falta de cultura sobre educação financeira leva a crer.

Afirmando que a reforma em curso é a possível, disse acreditar que será o primeiro grande passo para a transformação do sistema como um todo e para que seja retomada a crença dos brasileiros em nosso País.

Dirigindo-se aos corretores de seguro, afirmou que estes devem continuar acreditando na evolução do mercado segurador e na importante e indiscutível missão que têm de proteger.

Falando de tecnologia, Nasser defendeu que os processos digitais melhorarão os processos e o atendimento, gerando mais fluidez e conveniência. Entretanto, disse ele, continuaremos fundamentalmente analógicos na figura do corretor de seguros e seu contato indispensável com os clientes. “Enquanto houver o contato humano, continuaremos a precisar do corretor de seguros”, concluiu.

Também esteve presente no painel o presidente da Fenacor, Armando Vergílio, que mediou os debates, comentando e endereçando as principais questões abordadas pelos palestrantes e debatedores.

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